oi, somos nós três · de novo

Três origens.
Um amor.
Nenhum
destino fixo.

Somos a Val, a Isa e a Nat — três brasileiras, 25 anos, criadas no Brasil, mas cada uma carregando um mundo diferente dentro de casa. Russa, tailandesa, gaúcha. Há três anos a gente parou de tentar explicar o que é uma para a outra e simplesmente foi viver — começando pela Tailândia, porque a Isa disse "quero ir pra terra dos meus pais" e a Val já tinha comprado as passagens.

cinco passaportes (a Nat só tem um, coitada), uma cama king
hoje? Bangkok. amanhã? a Val decide.
Val, Isa e Nat numa praia tailandesa ao pôr do sol
Brasília✦São Paulo✦Porto Alegre✦Bangkok✦Chiang Mai✦Phuket✦onde der✦
Brasília✦São Paulo✦Porto Alegre✦Bangkok✦Chiang Mai✦Phuket✦onde der✦

três origens, uma cama

Vodka, pad thai e chimarrão na mesma mesa.

A Val é filha de russos que pousaram em Brasília nos anos 80 e nunca largaram o sotaque nem o vodka. A Isa é filha de tailandeses que vieram pra São Paulo nos anos 90 trazendo o budismo e o pad thai feito do zero. A Nat é gaúcha de Porto Alegre — bombacha no fim de semana, opinião muito firme sobre o que é (e o que não é) churrasco.

A gente se conheceu na faculdade em São Paulo. Virou melhor amiga. Virou alguma coisa maior que a gente nunca conseguiu explicar — e três anos depois desistimos de tentar. Largamos tudo, juntamos os laptops, e agora trabalhamos do hotel, da praia, do lobby, do que aparecer.

A gente não posta beijo. Não posta stories do relacionamento. Não explica. Só aparece junta em tudo, sempre — e deixa o mundo tirar suas próprias conclusões. Que quase sempre estão erradas. E sempre são engraçadas.

a gente · em três sotaques

Três mulheres.
Nada em comum — exceto o que importa.

Valentina Volkov — a russa do cerrado
tio-avô é o Putin (juro)

Val

Valentina Volkov — a russa do cerrado

Brasileira, filha de russos, criada em Brasília. Olhar fixo, fala pausada, energia russa de 'não tô brava, é só meu rosto'. Eu finjo que deixo rolar mas no fundo já pesquisei o hotel, o restaurante e a rota. Se a fila não anda eu menciono o sobrenome Volkov e lembro, com pesar, que o Vladimir é meu tio-avô — e sim, ninguém nunca pediu prova. Choro com comercial de margarina. Nego até a morte.

— rir? só na cama. e olha lá.

Isadora Chaiyaporn — a tailandesa de Sampa
tataraneta da Rainha da Tailândia

Isa

Isadora Chaiyaporn — a tailandesa de Sampa

Brasileira, filha de tailandeses, criada em São Paulo. Falo tailandês fluente — mas finjo que não falo no táxi, nas compras e no restaurante. Ouço tudo. Entendo tudo. Só revelo quando é estrategicamente vantajoso. Sou a guia dos bastidores: o templo que não tá no Google, o mercado que só os locais conhecem. E sim, sou tataraneta da Rainha da Tailândia — a linhagem é discreta, mas existe. Os detalhes mudam toda vez que conto.

— se tem alguém sorrindo enquanto ouve o motorista te xingar em tailandês, sou eu.

Natália — a gaúcha sem fronteira
prima do Ronaldinho

Nat

Natália — a gaúcha sem fronteira

Brasileira, filha de gaúchos, criada em Porto Alegre. Não enrolo, não filtro, falo o que penso — refrescante pra uns, choque cultural pra outros (especialmente fora do Brasil). Levo três peças de roupa e 1kg de erva-mate na mala. Filosofia: lava e repete. Sou prima distante do Ronaldinho Gaúcho — a cadeia tem seis pessoas mas ninguém nunca teve coragem de questionar. Tri bom, né?

— se tem alguém preparando mate na sala da alfândega, sou eu.

♥ aviso importante

Sim, a gente vive um trisal — e fala disso sem rodeio.

A gente se ama. É namorada, esposa, amiga, irmã, cúmplice, família. As três. Ao mesmo tempo. Sem hierarquia, sem segundo lugar, sem "principal". Conectadas pela alma — e a gente sabe como isso soa, mas é exatamente assim.

É o amor mais bonito que cada uma de nós já conheceu. Demorou pra entender, demorou mais ainda pra contar. Hoje a gente conta.

Três. E é amor.

situações clássicas

"Reserva pra três.
Uma cama."

A cara do recepcionista é sempre a mesma. A nossa também. King size, por favor.

01

No hotel: 'Boa noite, reserva pra três.' 'Três quartos separados?' 'Não. Uma cama.' [silêncio do atendente] '...king size serve.'

02

Na festa, o homem se aproxima de uma. Conversa. 'Você tem namorado?' 'Tenho namoradas.' 'Namoradas... no plural?' 'Sim, aquelas duas ali.' Ele olha. A Val olha de volta sem expressão. A Nat acena, séria. Ele decide que é uma oportunidade. Sempre termina igual: confuso, sozinho, mas com uma história incrível pra contar.

03

Aeroporto. A Val menciona a família Putin pro fiscal de imigração que tava sendo difícil. Sustenta o olhar por 8 segundos sem piscar. Carimbo dado.

04

Alguém duvida da ligação da Isa com a família real tailandesa. Ela não mostra documento nenhum. Olha fixo. Sorri levemente. Fala algo em tailandês. 'O que você disse?' 'Não é pra todos.' Conversa encerrada.

05

Táxi em Bangkok. O motorista fala no telefone que vai cobrar o dobro das turistas. A Isa ouve tudo. Não reage. Chega no destino, paga o valor correto, agradece em tailandês perfeito. O motorista fica branco. A Val e a Nat nem olham. Já viram esse filme.

06

Alfândega: o pacote de erva-mate da Nat aparece no raio-x como uma massa escura suspeita. Salinha. Ela suspende a bolsa, tira a cuia, a bomba, pede água quente, prepara o mate ali mesmo e oferece pros policiais. Nenhum aceita. Nunca aceitam. Mas também nunca mais questionam.

07

Alguém comenta 'tô em Bangkok também!' nos stories. A Isa responde na hora: 'vem pro hotel'. A Val manda o endereço. A Nat avisa a recepção. Ninguém sabe quantas pessoas vão aparecer. A festa começa do mesmo jeito.

08

Café da manhã do hotel. A Val pede vodka. O garçom acha que é piada e ri. Ela não ri. Ele para de rir. Volta com a garrafa. A Isa pede uma dose 'pra acompanhar, por educação'. A Nat olha o mate, olha a vodka, decide que hoje é tereré com vodka — inventa ali, batiza de 'terévka'. O casal de alemães da mesa ao lado pede a mesma coisa. Vira pedido fixo do hotel.

A gente não faz por mal. A gente faz porque é impossível resistir. E porque a cara que as pessoas fazem quando descobrem é, sinceramente, uma das melhores coisas da vida.

Mercado noturno em BangkokA Isa nos templos que os turistas não conhecem

a vida que a gente leva

A gente não é turista.

Turista chega, fotografa de chinelo, posta story e vai embora. A gente fica até o visto cuspir a gente fora, faz amizade com o tio do bar, descobre o restaurante sem cardápio em inglês e na terceira semana já tá reclamando do trânsito local como se fosse natural.

A rota é mais ou menos assim: a gente sabe onde tá esse mês. Talvez o próximo. Tailândia, Bali, Egito, Paris — e o que vier depois depende de qual das três conseguir convencer as outras duas primeiro. Geralmente é a Val. Ela grita mais alto.

3

laptops abertos em paralelo no lobby do hotel — sim, a gente trabalha (choca, né?)

1

cama king size por hotel. é a primeira coisa que a Val confirma na reserva.

∞

vezes que alguém perguntou 'mas vocês são... amigas?' e a gente sorriu sem responder.

a rota · 2026 →

Pra onde a gente vai.

Mais ou menos. Provavelmente. Tudo pode mudar a qualquer momento — geralmente muda no aeroporto, geralmente porque a Isa lembrou de um primo distante numa cidade que ninguém pesquisou ainda.

  1. agora

    Bangkok

    casa da Isa (sem ela nunca ter morado lá). a mala dela já não fecha.

  2. fev/2026

    Chiang Mai

    templos, café de montanha, a Val finalmente em silêncio.

  3. abr/2026

    Phuket

    praia de manhã, festa de noite, mate da Nat na areia.

  4. jul/2026

    Vietnã

    café, scooter, a Isa decorando o mapa do metrô que não existe.

  5. set/2026

    Bali

    trabalhar de manhã, mar de tarde. a teoria, pelo menos.

"Três origens. Um amor. Nenhum destino fixo."

— a única regra que a gente cumpre

a parte que ninguém posta

Os perrengues que viraram conteúdo.

A gente jura que pensa em parar. Aí lembra dos perrengues e entende que parar seria desperdício.

alfândega · clássico

"O que é isso na bagagem dela?"

Acontece sem falta. Em todo aeroporto novo. A Nat carrega erva-mate como item de primeira necessidade — e no raio-x aquilo aparece como uma massa escura, densa, muito suspeita. O segurança chama o supervisor. O supervisor chama outro. As três vão pra salinha.

A Nat suspira. Conhece o roteiro. Tira a erva, a cuia, a bomba. Explica. Ninguém acredita que aquilo é bebida. A textura é suspeita. O cheiro é suspeito. A quantidade é suspeita.

"Podem me trazer água quente?"

Ela prepara o mate ali mesmo, na salinha, com a calma de quem está em casa. Toma o primeiro gole. Oferece pros policiais. Eles olham pra cuia como se fosse um objeto de outro planeta. Nenhum aceita. Nunca aceitam. Mas também nunca mais questionam. "Pode ir." A Isa filmou tudo pelo vidro. Conteúdo garantido.

01

a briga da mala

a Val abre: três peças que não são dela, dois imãs e um chapéu de palha. 'ISA.' 'eu ia falar!' 'quando?' '...agora.' Briga dura 40 minutos. Resolvido com mango sticky rice.

02

o cara apaixonado pelas três

ele descobriu que a gente é trisal e em vez de desistir resolveu tentar com as três ao mesmo tempo. Saiu de Bangkok confuso, sozinho, mas convencido de que viveu uma experiência espiritual.

03

a tataraneta

a Isa contou pro guia que é tataraneta da Rainha da Tailândia. O guia ficou tão impressionado que cancelou o tour pago e levou a gente pro almoço da família dele.

04

scooter em Phuket

a Val achou que sabia. Não sabia. Três joelhos ralados em escalas diferentes. A moça da farmácia chamou a Nat de 'mãe das outras'. A Nat chorou de rir.

05

o tio-avô Putin

a Val mostrou a foto duvidosa do bisavô pra um russo no aeroporto de Doha e mencionou, de leve, que o Vladimir é tio-avô dela. O russo levou a sério, ofereceu vodka, virou amigo. Ainda manda mensagem todo aniversário.

"Se nada der errado, não tem o que contar depois. E a gente vive pra contar depois."

a parte secreta

O que tá no Insta é a versão higienizada.

Tem uma versão das nossas viagens que a gente não posta. O que rola entre as três quando a câmera desliga, o quarto é só nosso e a noite ainda tá começando.

A gente adora encontrar seguidores pelo mundo. "Vem pro hotel" é a frase mais dita das três — e o que vem depois, bom… digamos que muita gente sai daqui muito feliz. Profundamente. (Se é que você me entende.)

A gente abriu um cantinho separado pra mostrar essas histórias direito. Sem filtro de feed, sem se preocupar com algoritmo, sem ter que fingir que a gente é só "amiga". Coisa que não rola em outro lugar.

Vem ver. (E prometa não contar pros nossos pais.)

Quero ver o que rola entre as três

Conteúdo novo toda semana, direto de onde a gente estiver. Sem hora marcada porque a gente nunca sabe que horas são.

a parte secreta

Existe uma portinha nesse site.
Atrás dela, a gente tira a roupa (metafórica e literal).

A parte pública é o trailer. A parte secreta é o filme inteiro, sem corte do diretor, sem aviso de classificação, sem a Val fingindo que tá sóbria. Tem foto, tem vídeo, tem áudio que a gente gravou achando que tava desligado, tem briga, tem reconciliação, tem a Nat explicando regra de churrasco pelada.

A Isa quis colocar senha em tailandês. A Val quis colocar em russo. A Nat falou "bah, deixa em português que ninguém vai adivinhar mesmo." Adivinha quem ganhou.

como entrar (passo a passo)

  1. 1.Clica no botão de coração ali em cima (sim, aquele que pisca).
  2. 2.Coloca seu e-mail. Não, a gente não vende. A gente esquece.
  3. 3.Confirma que tem mais de 18 e que seu pai não vai ler isso.
  4. 4.A portinha abre. Boa sorte. (A gente avisou.)

P.S. Se o site travar, é a Val derramando vodka no teclado de novo.

perguntas que todo mundo faz

Sim, é o que você tá pensando. Próxima.

A gente respondeu as mesmas perguntas tantas vezes que resolveu botar tudo aqui. Se a sua não tá, é porque a gente não vai responder mesmo.

Sim. Sim. Sim. Qualquer pergunta que você fizer com a gente nessa categoria, a resposta é sim. Casadas? Sim. Amigas? Sim. Irmãs? Sim (não de sangue, calma). Almas gêmeas vezes três? Sim. A gente já desistiu de escolher uma palavra — escolhemos todas.

Faculdade em São Paulo. Virou amizade. Virou apartamento dividido. Virou viagem de fim de semana. Virou viagem de seis meses. Virou isso aqui. Não teve um momento exato — teve uma virada de chave que ninguém soube identificar.

Os russos da Val acharam que era 'fase' e ofereceram vodka. Os tailandeses da Isa sorriram, abençoaram e mandaram comida pelo correio. Os gaúchos da Nat perguntaram se a gente tava comendo bem e mandaram um kg de erva-mate. Todos amaram. A gente ainda processa.

A gente trabalha. Choca, né? Cada uma tem o seu corre online. O quê exatamente? Em breve a gente conta. Vai ter curso, vai ter método, vai ter coisa pra quem acompanhou desde o começo. Por enquanto, mistério estratégico.

Pode mandar 'tô aí também' nos stories. A Isa responde 'vem pro hotel' antes da Val ter tempo de filtrar. A Nat avisa a recepção. O que acontece depois depende do clima. Geralmente acontece muita coisa.

Constantemente. A Isa põe roupa nossa na mala dela sem avisar. A Val finge que deixou rolar mas tinha planejado tudo. A Nat decide na hora e nos arrasta junto. Briga de 40 minutos, mango sticky rice no fim, paz até a próxima cidade.

A Val acha que é. A Isa sabe que é. A Nat não tá nem aí. Acertou quem disse Isa.

A Val jura que vai engravidar nós duas. Aí a gente lembra que ele não é real (é de borracha).

Logo ali em cima. O botão grande, brilhando. A gente fez de propósito pra você não perder.

e antes que você saia

Segue a gente no Insta.

@trisalnomade

Lá tem o dia a dia, o caos em tempo real, a Isa fingindo que não entende tailandês, a Val mencionando o Putin pra fila andar e a Nat preparando mate em qualquer lugar do mundo.